14 abril 2011

ANTIDEPRESSIVO NATURAL

Gente se somente tomar remédio e fazer análise, ou se submeter a qualquer outra linha da psicologia, fosse tratamento de sucesso para depressão e suas parentes (bipolaridade, ciclotimia, distimia, panico) a boa melhora seria garantida! Mas não é isso o que acontece em muitos casos, porque não somos somente o cérebro que está produzindo uma química toda errada que afeta nosso corpo e não somos somente a mente biruta!  Não adoecemos à toa! E não sou eu, a depressiva suicida sobrevivente, que digo isso, são várias pesquisas e estudos de anos e anos que ainda não são tão populares, porque elas vão contra o interesse daqueles que detem o poder, ja que eles são guiados pelo interesse financeiro e não pelo interesse em ajudar o povo a se sentir bem e melhorar,  a ter saúde! Se fosse assim, a indústria farmacêutica que lucra bilhões no mundo todo, nem seria indústria, nem poderia ter lucro, seria algo a serviço da saúde da população, como algumas organizações sem fins lucrativos idôneas. Portanto meus queridos leiam o artigo abaixo e experimentem os diversos caminhos existentes para o bem estar e a melhora da depressão, além dos remédios e da psicologia mais tradicional (junguiana, analítica, etc) existe muita coisa!!!!

 "Bilhões movimentam a indústria farmacêutica com a promoção do conceito de que o que nos adoece é a química cerebral e se tomamos uma pílula, ficaremos bem. Na realidade, para alguns de nós, isso é verdade. Uma pílula como o Prozac, ou qualquer outro antidepressivo SSRI (acrônimo para a expressão inglesa selective serotonin reuptake inhibitors) ou inibidores seletivos da recaptação da serotonina, aumenta a taxa de serotonina no cérebro, o que faz nos sentirmos melhor. 
Mas o que há de errado com esse quadro? Por que tantos de nós, como se alega, somos deficientes de serotonina? Pesquisas com macacos resos (macaco da Índia) demonstraram que traumas precoces, como a separação da mãe, mudam a química cerebral. Estudos também comprovaram que o estresse, incluindo o estresse da separação social, afeta o balanço da serotonina no cérebro.
Será que estressores inerentes a nossa cultura moderna são a fonte de uma deficiência internacional de serotonina, causando depressão em proporções epidêmicas? Certamente, a nossa cultura pós-moderna criou um freqüente improviso emocional. Desde a Segunda Guerra Mundial, o índice de depressão e suicídio entre adolescentes triplicou. A evidência ainda mais impressionante do nosso sofrimento foi encontrada em um estudo publicado em 1994, que determinou que pessoas entre 18 e 54 anos, aproximadamente a metade já sofreu de alguma doença psiquiátrica séria.

Fonte do Sofrimento
Em virtude do estresse humano e da complexidade tecnológica dos nossos tempos, freqüentemente assumimos que o nosso tempo é o pior de todos. Mas seres humanos sempre sofreram. “Viver em um corpo mortal” Buddha dizia, “é como viver em uma casa em chamas”.
 Sob o prisma do yoga, a fonte de nosso sofrimento é a nossa ignorância - avidya. Nos esquecemos de quem somos nós. Criamos uma identidade a partir do que fazemos, de quem amamos, de quanto dinheiro queremos ganhar e coisas que circundam nossas vidas.
Desde a perspectiva clássica do yoga, estamos convidando o desapontamento, quando não a depressão para nossas vidas, porque criamos a nossa identidade baseada em nossos cinco kleshas, ou aflições existenciais – ignorância, egoísmo, apego, aversão e medo de morrer – que nos afastam e limitam a nossa realidade. 
Muito de nossa angústia moderna provém da nossa inabilidade em amenizar nós mesmos, porque muitos de nós, não recebeu experiência suficiente para estar seguro e cuidado como as crianças. Se um trauma precoce pode perturbar a química cerebral, será que experiências de cicatrização em psicoterapia e o mat do yoga podem normalizar este distúrbio da mente ocasionado por um trauma? Muitos psicoterapeutas e yogis acreditam que sim. Ou, se alguns preferem não falar em termos biomédicos, eles sentem que o yoga trabalha bem com pessoas que sofrem de depressão. Talvez as estórias mais convincentes venham dos próprios praticantes, que sentem que o yoga devolveu-lhes a vida. 
Professor internacional de yoga e psicólogo clínico, Richard Miller, editor e fundador do Journal of the International Association of Yoga Therapists, afirma que a maioria dos pacientes que tratou tem a crença de que não deveriam ser o que são. O primeiro passo é observar como esse pensamento pode influenciar em suas vidas – na respiração, pensamento e corpo. Por exemplo, uma professora que consultou Miller para o tratamento do início de uma depressão seguiu seu conselho e fez um diário, para que pudesse perceber a quantidade de julgamentos sobre si. Durante uma sessão de terapia, ele pediu que ela fizesse um asana (postura). “Ela imediatamente percebeu que seu interesse na postura era se estava sendo executada corretamente ou não”. Daí se tem noção conhecimento corporal, da crença crônica. 
Inicialmente, a ênfase na aproximação do Dr. Miller com o paciente depressivo era para ajudá-lo a ver o que ele aceita ou não em sua vida. Então, a ênfase é transferida para a natureza de auto-aceitação. Às vezes, de acordo com o Dr. Miller, quando aceitamos algo que julgávamos ruim, estamos meramente “reorganizando os móveis”. Para acessar a raiz do problema e prevenir que a depressão se instale novamente, é preciso perceber que a nossa natureza é livre de qualquer julgamento, é aberta e liberta. A fim de cultivar essa visão, Miller encoraja seus pacientes a entenderem que as pessoas não são suas emoções. É mais fácil o depressivo perceber que ele não é triste, mas tem a tristeza presente em sua consciência. 
A forma de auto-aceitação sem julgamento que tanto se fala durante as aulas de yoga e em várias linhas de psicoterapia – o que os yogis chamam de “tranqüilidade” – pode ser desafiadora, mas ultimamente a salvação para uma pessoa depressiva. Além disso, de acordo com Miller, a depressão é um problema somático que penetra os tecidos e precisa de trabalho corporal. “Yoga é uma excelente forma de trabalho corpóreo que elimina o resíduo instalado no tecido”. A mentalidade yogue é que os samskaras (impressões, marcas, feridas decorrentes de um trauma físico-emocional) são primariamente retidos em corpos sutis e subseqüentemente reflete-se em sintomas físicos como a tensão. “As posturas do yoga podem penetrar no que Wilhem Reich, fundador da ciência bioenergética, chama de “armadura do caráter”, nossos padrões inconscientes de contrações físicas e defesas”, afirma Cope em Yoga and the Quest. "

Fonte: Yoga Journal 

5 comentários:

Rick disse...

Já li uma pesquisa muito séria dizendo que essa "tese da serotonina" na depressão nunca foi bem assim. O que eles sabem é que aumentar serotonina melhora depressão, mas não sabem se a depressão é causada por baixos níveos de serotonina. Veja, tomar aspirina melhora dor de cabeça, mas dor de cabeça não é resultado de baixos níveis de aspirina no corpo
Ou seja, o buraco é mais embaixo.
bjs

Alyson Daas disse...

é mesmo né rick!
ou seja o povo especilaista tb nao sabe mto, por isso que a gente tem mesmo q trocar pra cada qual mostrar aonde consgeuiu melhorar, com que tipo de terapias, enfim!
eu acredito q sem ir a fundo em si, no autoconhecimento não ha melhora! e para tanto é preciso varias terapias mesmo!
tomara que vc esteja melhor!
ontem eu tive um atendimento q mexeu comigo, to bem, mas mexida!
bjoka

Sérgio Paffer disse...

Olá Alyson.É interessante vermos como tudo depende da ótica e do nosso ponto de partida.Acredito que todos os caminhos que nosso coração nos leve que sejam idôneos,com profissionais responsáveis possam ser caminhos que nos ajudem.Tal como vc,não acredito em fórmulas prontas e não respondo à alopatia.No meu caminho,a terapia Reiki,a homeopatia,terapia floral,psicoterapia conjugada com alopatia é que está me dando uma resposta.Mas isso não quer dizer que todos terão essa resposta.As patologias levam anos pra se instalarem.E quando estamos em dor e em sofrimento temos pressa.Mas,essa pressa é inútil,só nos gera mais um sintoma:a angústia,a ansiedade.Por isso que acho que práticas como o Yoga,o tai chi,a meditação são muito efetivas para ajudar a desacelerar.Acho que o caminho terapêutico,na busca de nossa cura,ou melhora,é algo que não tem uma fórmula pronta.É algo que demanda tempo,dedicação e tentativas.Muito tempo fiquei com profissionais que não confiava por medo de piorar e com isso me privei de tentar outras abordagens.Mas como tudo tem uma função(na minha humilde opinião) isso me ensinou a ousar,a arriscar e hoje em dia não penso 2 vezes em ir atrás do que FUNCIONE PRA MIM.Acho que a nossa melhora é um caminho de construção e reside dentro de cada um a diretriz que lhe servirá.O importante é não desistir.As quedas fazem parte,os boicotes fazem,mas fazer as pazes com a gente também pode fazer parte.sermos menos rígidos com nós mesmos e mais tolerantes pode ajudar muito.Pra mim isto é um desafio.Mas tem uma frase que adoro"no teu desafio está também tua vitória"Calunga por Luiz Gasparetto.Abraços Rick e Alyson.

Alyson Daas disse...

serginho:
vc sabe se expressar!
concordo contigo!
bjoka

Thiago Leite disse...

Olá, Alysson! Fico muito satisfeito em saber que existem espaços como seu blog na internet, para que possamos nos expressar e trocar ideias... Afinal, só mesmo quem passa por esses problemas sabe o quanto e o quão difícil é uma depressão. Também sofro de transtornos dos nervos, mais especificamente, ansiedade. E vou te dizer, é um verdadeiro martírio... os remédios nos deixam completamente dependentes, e se ficamos algumas semanas sem, só mesmo nosso anjo da guarda pra nos carregar no colo e não nos deixar cair e padecer... É muito triste essa situação. Eu cheguei a um ponto de que não acredito mais que conseguirei voltar a um estado anterior dos nervos, ou seja, de quando eu era "normal". Passei por problemas seríssimos muito cedo em minha vida, como a perda da minha mãe e o isolamento... Mas, enfim, a interação e o calor humano ainda é o melhor remédio, creio. Apesar de o que desencadeia esses transtornos serem as próprias interações que travamos na sociedade... E achei espetacular a citação de Buda: "viver num corpo mortal é como viver numa casa em chamas."

Um grande abraço, conte com minha presença sempre por aqui. ;)