05 janeiro 2009

AHÁ!

Sempre achei que o fato de ter depressão era culpa minha. Nunca transpareci para as pessoas pois sempre aprendi que era preciso ser forte; que o fato de chorar e se sentir triste era equivalente a fazer drama com a vida, o que era errado; e que essa história de psicólogos era frescura. Resultado: vivia em duas realidades, a interna que me torturava com mal estar e a externa que procurava disfarçar ao máximo o que se passava no meu íntimo, já que sentir mal era algo condenável.
Pensava como poderia ser como fulana ou beltrana, como seria melhor não ser eu, me comparava a minhas irmãs: porque somente eu era tão triste e chata daquele jeito? Claro culpa minha. Ou de vidas passadas... No desespero de não querer confrontar a dor vinda do ambiente familiar de outrora, os erros, as negligências, as imperfeições dos pais acabamos, nós a família, por nos esquivar do óbvio, mais fácil pensar que a depressão vem de encarnações passadas... Mais fácil criticar a psicologia que a mais de cem anos já descobriu o quão impactante é a fase da infância e a relação com os pais, do que simplesmente encarar a realidade. Ela é boa e ruim, ela é calma e turbulenta, ela é branca, preta, rosa e cinza, ela é natural, ela é real e quando a temos a vida flui, quando a escondemos ou ignoramos a vida paralisa.

3 comentários:

Nathalie Curtis disse...

Me identifiquei totalmente com sua história... somos mesmo seres depressivos que por fora desmonstram ser forte, mas por dentro estam detruídos...

Raskólhnikov disse...

rs

Vera Helena disse...

Aly,

Deixei um comentário do outro blog, mas acho que vocE^não o leu. Por isso, o deixo aqui, o Por que elas não querem casar foi indicado ao prêmio Dardos. Entra lá no meu blog pra saber mais.

Beijos e se cuida