É fogo! hoje acordei me sentindo mal, um peso. me arrastei para cumprir as obrigações diárias e saí por aí. gosto de ficar sozinha, na verdade nem comigo queria sair, queria era sair de dentro de mim. Vaguei um tempo pela Paulista com a esperança de derrubar o peso que estava atarrachado em minha alma na sarjeta, o que não aconteceu.
Entrei no cinema, mas não queria ver filme, fui até a cafeteria, comi um doce e me senti um pouco melhor, logo em seguida me senti mal, tontura, falta de ar... Já conheço este corpito que Deus me deu e comecei a respirar de um modo que eu sei que me acalma. Consegui melhorar, senti muito sono, tentei ler um livro que estava na minha bolsa, não consegui me concentrar. Pedi um chá para a moça, "que sabor" foi a pergunta dela: "de sumiço" eu respondi, mas pelo jeito estava em falta. Decidi assistir um filme, mais uma tentativa de amenizar o mal estar. Entrei na sala praticamente vazia, sentei e as lágrimas rolaram, que chatura! Pensei em como seria bom se o teto desabasse. Ao invés desta tragédia, que me deixaria em coma até o dia de minha morte, o filme começou e foi me envolvendo, dissipou um pouco dos sintomas da vaquilda da depressão. Espero acordar melhor amanhã...
27 agosto 2008
26 agosto 2008
SUICÍDIO UM
Era oficial estava muito doente. Aos dezoito anos, caloura de uma boa faculdade (que não me interessava), família bela, amigos leais, situação financeira tranquila e saúde decadente. Para a dona depressão não interessa se você é macho ou fêmea, rico ou pobre (de espírito ou de bens), jovem ou velho, bom, ruim, enfim basta ser humano para ficar doente.
20 agosto 2008
AMAZÔNIA

Quando tinha uns 14 anos fiz amizade com um hippie que vendia bijuterias na praça da cidade. Ficava encantada com as histórias que ele me contava sobre sua vida de andarilho. Na verdade sentia até inveja daquele desprendimento dele com a vida tradicional.
Ele fazia o que dava na telha. Pensei em vários momentos em me tornar uma hippie, mas mal conseguia fazer um colar de miçangas. O tempo passou e quando estava na Faculdade só pensava em ir para Amazônia, me perder em outro universo. Viver outra vida, sem programações. Quando reencontrei o amigo hippie, lhe contei sobre o sonho amazônico, mas aquele sábio cabeludo aconselhou-me a me aventurar em meu próprio universo, viver a minha vida. Até hoje penso que a Amazônia teria sido mais fácil...
Marcadores:
Espiritualidade,
Tratamento
16 agosto 2008
MINHA MÃE
Minha mãe, não se entristeça ao ler meus desabafos! Por mais difícil que esta minha condição seja esta doença só tem me fortalecido espiritualmente e me ensinado muito sobre a vida, a existência. Precisava transbordar minha alma na escrita, em algum lugar de acesso ao público, para me expor como sou, para parar de fingir, precisava fazer isto por mim!
Marcadores:
Família,
Tratamento
DROGA
Nunca usei drogas, sempre soube da minha forte tendência ao vício e compulsão, o que mantinha afastada até mesmo a curiosidade de experimentá-las. Como tudo tem sua primeira vez... Em um dos finais de semana que estava em Águas de São Pedro sozinha na minha república estudantil, simplesmente não me aguentava mais, a depressão estava me torturando. Lembro que fiquei assustada por ter ficado horas deitada no chão da sala chorando e de repente não tinha mais lágrimas!
Marcadores:
Crises
Assinar:
Comentários (Atom)
